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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Bike Elétrica da Uber chegará ao Brasil em 2019


A Uber terá em breve bicicletas elétricas compartilhadas no Brasil. Chamadas de Jump, nome da companhia adquirida pelo aplicativo em maio de 2018, elas devem chegar aos poucos ao país em 2019. Nos Estados Unidos a bike foi testada, e o funcionamento será assim. "A América Latina é nossa prioridade máxima agora. Será em 2019, só não sabemos precisar o mês. São Paulo deve ser uma das primeiras cidades que vamos desembarcar", declara Ryan Rzepecki, fundador e chefe da Jump. O mês não foi revelado pelo executivo, mas apurou-se que um anúncio inicial, provavelmente para uma área restrita de São Paulo, está próximo de ocorrer. A Jump já opera em 10 cidades dos Estados Unidos e anunciou recentemente expansão para a Europa. O objetivo é marcar presença em boa parte do mundo no próximo ano. 
Como é usar a bike elétrica
Quando chegar ao Brasil, o usuário não precisará usar um outro aplicativo: a nova plataforma funcionará dentro do app principal da Uber. O sistema de compartilhamento do uso da bicicleta lembra o da Yellow, que atua em uma região limitada de São Paulo. A diferença da Uber é que a bicicleta é elétrica. Na tela inicial do app da empresa, o usuário pode escolher no topo se quer "viajar" ou "pedalar". Ao marcar a segunda opção, será mostrada uma variedade de bicicletas disponíveis na sua área. As duas opções são dadas ao usuário e, segundo a Uber, já há uma tendência de mais pedidos por bikes do que carros durante a tarde em San Francisco, por exemplo. "De manhã você pode querer usar a bike, de noite você pode querer um carro. Talvez tenha uma porcentagem de pessoas que vão trocar e usar a bike para trabalhar, mas isso é só um dado da porcentagem, no fim você está trazendo mais pessoas para a plataforma", apontou Guilherme Telles, ex-chefe de operações da Uber no Brasil e atual diretor global de operações da Jump. Para escolher a bike, o usuário tem que selecionar uma bicicleta no aplicativo, digitar nela um PIN que aparecerá no app e sair pedalando. O veículo é bastante pesado e tem um sistema elétrico que promete ser o diferencial principalmente para cidades como São Paulo, com muitos morros. Andar nele é como subir andando uma escada rolante - o usuário faz um esforço, mas ele é mínimo e quem te impulsiona é a bike.
A bicicleta tem ainda diferentes marchas no guidão para usar em terrenos distintos. O sistema não requer um grande preparo físico para subir rampas - o trabalho duro é feito em sua maior parte pela bicicleta. A única coisa incômoda da bicicleta é ao final. Ela tem um gancho para prender em um poste ou outro elemento da rua ao fim da viagem e, como a bike é pesada, é difícil de manejar para um amador a princípio. Ao prender o gancho, a viagem é encerrada. O usuário pode deixar a bicicleta em qualquer lugar, como ocorre com a Yellow - não é necessário deixar em docks como o sistema do Itaú. A própria Jump pega ao fim do dia as bicicletas com a bateria descarregada e faz o recarregamento - a bateria dela dura para cerca de 60 km, segundo a empresa. O pagamento ocorre direto no cartão cadastrado no aplicativo - nos EUA, é US$ 2 (cerca de R$ 8) pelos primeiros 30 minutos e depois é cobrado por minuto. A Jump diz que a grande maioria das viagens são curtas e não passam do período de 30 minutos. Não há previsão do preço que será praticado no Brasil.
fonte: Noticias Uol
Paulo Vicente - Personal Trainer

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