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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Entrevista para a Rádio Paraná Educativa

Olá pessoal, dia 28 de abril tive a grata satisfação de conceder uma entrevista para o Programa Justiça para Todos, da Rádio Paraná Educativa 630 AM, uma rádio da Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR). O tema principal foi a importância da atividade física em tempo de pandemia. 

Sabemos que a atividade física, quando bem orientada, é fundamental na promoção e manutenção da saúde, além de aumentar significadamente a imunidade. E este foi outro ponto destacado na entrevista, ou seja, a orientação. Sempre que buscarem alguma informação a respeito de exercícios físicos, como fazê-los e para que servem, sempre procurem um profissional capacitado. 


Confira a entrevista completa no site Entrevista - Rádio Paraná Educativa . 

Paulo Vicente - Personal Trainer

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Habilidades Motoras Rudimentares na Infância


O conhecimento sobre o desenvolvimento motor torna-se fundamental para os profissionais de Educação Física, sobretudo, para àqueles que atuam dentro do ambiente escolar. De acordo com GALLAHUE & OZMUN (2001), é o conhecimento das experiências motoras precoces da primeira infância que torna possível uma melhor compreensão do desenvolvimento que ocorre antes das crianças entrarem na escola. Estes autores ainda reforçam que o estudo do desenvolvimento motor também permite uma maior compreensão sobre o conceito desenvolvimentista de como os humanos aprendem a mover-se. 
    HAYWOOD & GETCHELL (2004) afirmam que os indivíduos, após o nascimento, devem aprender a refinar os seus movimentos por meio de experiências e mudanças em parâmetros físicos. GALLAHUE & OZMUN (2001) concordam com a afirmação realizada por HAYWOOD & GETCHELL (2004) e ainda complementam explicando que, ao nascer, o bebê é submetido a importantes tarefas desenvolvimentistas como: a obtenção do controle sobre a musculatura, o aprendizado de como lidar com a força da gravidade e o ato de movimentar-se de maneira controlada. Estes fatores correspondem às habilidades motoras rudimentares que surgem na primeira infância.
    Para GALLAHUE & OZMUN (2001) a seqüência de aquisição de habilidades motoras é constante na primeira infância e na infância, mas o ritmo de aquisição é diferenciado de uma criança para outra. Dessa forma, o início do desenvolvimento motor não se deve apenas à maturação neurológica, mas também a um sistema auto-organizado que envolve a tarefa, o ambiente e o indivíduo. Estes autores também afirmam que as habilidades motoras rudimentares do bebê são componentes indispensáveis para o desenvolvimento mais extenso das habilidades motoras fundamentais no início da infância e também, das habilidades motoras especializadas da infância posterior e além desta.
    Após o nascimento, o bebê passa a interagir com o meio ambiente lutando contra certas leis da física que restringem seus movimentos. Esta luta é necessária para este bebê possa viver neste meio e interagir de forma mais efetiva e eficiente com o mundo (GALLAHUE & OZMUN, 2001; HAYWOOD & GETCHELL, 2004). Para que esta interação ocorra de forma otimizada é necessário que o bebê domine três categorias básicas de movimento: (1) estabilidade, (2) locomoção e (3) manipulação.
    Para GALLAHUE & OZMUN (2001), a estabilidade é a primeira categoria básica que deve ser dominada pelo bebê para a sua sobrevivência. Esta consiste de uma constante luta do bebê contra a força da gravidade com o intuito de atingir e manter a postura ereta. Estes autores ainda reforçam que estabelecer controle sobre a musculatura em oposição à gravidade é um processo que obedece a uma seqüência previsível em todos os bebês. Esta seqüência inicia com a obtenção de controle sobre a cabeça e o pescoço e continuam para baixo em direção ao tronco e às pernas.
    GALLAHUE & OZMUN (2001) classificam a estabilidade como a mais básica das três categorias de movimento e justificam esta classificação em função de que todo movimento envolve um elemento de estabilidade. Estes autores também apresentam uma seqüência desenvolvimentista e a idade aproximada do aparecimento das habilidades rudimentares de estabilidade. O controle da cabeça e do pescoço é atingido pelo bebê, aproximadamente, no quinto mês sendo o mesmo, capaz de erguer a cabeça acima do colchão do berço, quando estiver deitado em posição de supinação. O controle do tronco é percebido no bebê, aproximadamente, no oitavo mês, pois este apresenta a capacidade de rolar de bruço para a posição de barriga para cima. O controle da habilidade de sentar sozinho torna-se aparente no bebê por volta do oitavo mês e o controle da tarefa de ficar de pé sozinho (sem apoio) é percebida, aproximadamente, no décimo segundo mês.
    PAYNE & ISAACS (1999) apresentam um posicionamento semelhante ao de GALLAHUE & OZMUN (2001) com relação ao controle da cabeça e do tronco. Já, HAYWOOD & GETCHELL (2004) afirmam que a estabilidade de um indivíduo está relacionada com a capacidade de resistir ao movimento ou à perturbação. Esta afirmação corrobora com a opinião de GALLAHUE & OZMUN (2001) de que existe uma constante luta do bebê contra a força da gravidade para atingir a postura ereta. No entanto, HAYWOOD & GETCHELL (2004), apresentam um posicionamento diferenciado com relação ao desenvolvimento do controle da musculatura para alcançar a estabilidade. HAYWOOD & GETCHELL (2004), utilizam, apenas, os princípios do movimento e seus conceitos de estabilidade para detectar e corrigir erros na técnica de determinada pessoa.
    Com relação à locomoção, GALLAHUE & OZMUN (2001), explicam que o movimento do bebê no espaço depende do surgimento das habilidades básicas para combater a força da gravidade, pois a locomoção não se desenvolve independente da estabilidade e sim com base nela. PAYNE & ISAACS (1999) corroboram com a explicação de GALLAHUE & OZMUN (2001) e afirmam que, na medida em que o bebê adquire o controle sobre o corpo, torna-se mais fácil o desenvolvimento de movimentos de locomoção. PAYNE & ISAACS (1999), ainda reforçam que o desenvolvimento da locomoção está diretamente relacionado com a habilidade do bebê em posicionar-se de forma equilibrada no espaço.
    HAYWOOD & GETCHELL (2004), definem locomoção como o ato ou a capacidade de mover-se de um lugar para outro. Embora esta definição seja de certa forma, simplista, as autoras deixam claro que se locomover de um lugar para outro é uma atividade extremamente complexa que envolve muitos sistemas e restrições que interagem entre si.
    HAYWOOD & GETCHELL (2004), também colocam que, normalmente, quando alguém pensa em locomoção, automaticamente, tem o pensamento remetido à forma humana de locomover-se, ou seja, sobre dois apoios. Entretanto, existem outras formas de locomoção que antecedem a forma bípede de deslocamento humano. A primeira delas citadas por HAYWOOD & GETCHELL (2004) é o ato de rastejar que significa mover-se com o apoio das mãos tocando o peito e o abdome no solo (rastejo de combate). A segunda é o ato de engatinhar que significa mover-se apenas com as mãos, joelhos e pés apoiados no solo. A etapa seguinte da locomoção humana na visão destas autoras é o ato de caminhar. Para este movimento é sugerido como uma fase de 50% entre uma perna e outra na fase adulta, mas apresenta-se bem diferente nos primeiros passos da criança. Os primeiros passos da criança são independentes, ou seja, sem uma seqüência ou sincronia com pequenas amplitudes de movimento na extensão da perna e quadril. Os pés são posicionados de forma afastada para favorecer o equilíbrio lateral e não são percebidas rotações do tronco. As autoras consideram que, o desenvolvimento do equilíbrio bem como da força nos músculos do tronco e nos músculos extensores do quadril e joelho, possibilitam a manutenção da postura ereta e permitem um maior controle na transferência de peso durante a caminhada.
    GALLAHUE & OZMUN (2001), assim como para as tarefas de estabilidade, apresentam uma seqüência desenvolvimentista para a tarefa de locomoção. Esta seqüência se assemelha em parte com as formas de locomoção apresentadas por HAYWOOD & GETCHELL (2004) e PAYNE & ISAACS (1999). Para GALLAHUE & OZMUN (2001), as tarefas locomotoras são as de arrastar, engatinhar e andar na postura ereta. O movimento de arrastar do bebê é a primeira tentativa de locomoção objetiva. Este surge por volta do sexto mês (podendo também aparecer no quarto mês) e evolui à medida que o bebê ganha controle nos músculos da cabeça, pescoço e tronco. Já o movimento de engatinhar é considerado como uma evolução do movimento de arrastar e freqüentemente desenvolve-se como uma forma altamente eficiente de locomoção do bebê. Esta habilidade surge entre o nono e décimo primeiro mês. O movimento de engatinhar difere do movimento de arrastar, pois o engatinhar ocorre a alternância ou oposição de braços e pernas entre si. A locomoção ereta depende da estabilidade do bebê, pois este deve ser primeiro capaz de controlar o corpo em pé, antes de dominar as mudanças posturais dinâmicas necessárias para esta locomoção. As primeiras tentativas de locomoção na postura ereta ocorrem entre o 10º e 15º mês e são caracterizadas por larga base de apoio. Os primeiros movimentos de caminhada são irregulares e hesitantes, ou seja, não são sincronizados e fluidos e sem o acompanhamento dos braços.
    GALLAHUE & OZMUN (2001) explicam que o ato de caminhar é influenciado por fatores ambientais e que uma criança não consegue movimentar-se no espaço sem que esteja prontamente desenvolvida. Dessa forma, torna-se difícil acelerar o processo de aprendizado da criança a não ser que, a musculatura e o sistema nervoso desta estejam em estágios avançados de desenvolvimento, possibilitando uma leve aceleração no processo de locomoção ereta mediante estímulos ambientais adicionais.
    As habilidades rudimentares de manipulação são abordadas de forma diferenciada por HAYWOOD & GETCHELL (2004) e GALLAHUE & OZMUN (2001). HAYWOOD & GETCHELL (2004) consideram como habilidades rudimentares de manipulação os atos de pegar e alcançar. O ato de pegar é apresentado de forma seqüencial relacionando os tipos de pegadas e a idade em semanas. Entre os tipos de pegada estão: (1) sem contato, que ocorre por volta da 16ª semana; (2) somente contato, que ocorre por volta da 20ª semana; (3) apertar primitivo, que ocorre por volta da 20ª semana; (4) pegada de pressão, que ocorre por volta da 24ª semana; (5) pegada da mão, que ocorre por volta da 28ª semana; (6) pegada palmar, que ocorre por volta da 28ª semana; (7) pegada palmar superior, que ocorre por volta da 32ª semana; (8) pegada inferior – dedo indicador, que ocorre por volta da 36ª semana; (9) pegada de indicador, que ocorre por volta da 52ª semana; (10) pegada superior – dedo indicador, que ocorre por volta da 52ª semana. O ato de alcançar, segundo estas mesmas autoras, é desenvolvido no primeiro ano de vida e é caracterizado por três fases: (1) pré-alcançar, (2) alcançar visualmente orientado e (3) alcançar visualmente evocado. A fase de pré-alcançar transcorre do nascimento até os quatro meses e consiste de movimentos de extensão disparados por um objeto, mas tipicamente não apurado o suficiente para contatá-lo. Já, a fase de alcançar visualmente orientado transcorre dos quatro aos oito meses e consiste de movimentos de braço em direção a um objeto no campo visual em que o indivíduo ajusta a mão, enxergando não apenas o objeto, como também, a própria mão. A fase de alcançar visualmente evocado inicia a partir dos nove meses e consiste de movimentos de braço em direção ao objeto estimulado por sua visão, sem exigi-la, contudo, na conclusão do movimento.
    GALLAHUE & OZMUN (2001) consideram como aspectos básicos da manipulação os movimentos de (1) alcançar, (2) segurar e (3) soltar. O movimento de alcançar é subdividido em três etapas distintas: (1) alcance globular ineficaz, ocorre do 1º ao 3º mês sendo que o bebê não produz movimentos direcionados para alcançar objetos, embora possa observá-los atentamente e realizar movimentos de envolvimento globular na direção do objeto; (2) alcance de procura definido, ocorre por volta do quarto mês sendo que o bebê começa a realizar os ajustes manuais e visuais refinados necessários para o contato com o objeto; (3) alcance controlado, ocorre a partir do 6º mês sendo que, nesta etapa, o bebê já é capaz de alcançar e fazer contato tátil com objetos do ambiente.
    O ato de pegar á abordado por GALLAHUE & OZMUN (2001) na forma de classificação, assim como a abordagem de HAYWOOD & GETCHELL (2004), relacionando os tipos de pegadas com a idade aproximada em meses. Entretanto, a classificação apresentada por GALLAHUE & OZMUN (2001) diverge com relação aos tipos de pegadas e idades aproximadas propostas por HAYWOOD & GETCHELL (2004). Entre os tipos de pegadas propostos por GALLAHUE & OZMUN (2001) estão: (1) pegadura reflexiva, que ocorre ao nascimento; (2) pegadura voluntária, que ocorre por volta do 3º mês; (3) pegadura palmar com duas mãos, ocorre por volta do 3º mês; (4) pegadura palmar com uma mão, ocorre por volta do 5º mês (5) pegadura de pinça, que ocorre por volta do 9º mês; (6) pegadura controlada, ocorre por volta do 14º mês e (7) ato de comer sem ajuda, que ocorre por volta do 18º mês.
    Com relação ao ato de soltar, GALLAHUE & OZMUN (2001), consideram dois movimentos básicos: (1) soltura básica e (2) soltura controlada. Os movimentos de soltura básica surgem entre o 12º e 14º mês sendo que, nesta etapa, a criança já domina os elementos rudimentares de soltar objetos da mão. Já, os movimentos de soltura controlada surgem por volta do 18º mês sendo que, nesta etapa, a criança já possui controle bem coordenado de todos os aspectos de soltar.

Paulo Vicente - Personal Trainer

Referências:
  • GALLAHUE, D. L. & OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte editora, 2001, 641p.
  • HAYWOOD, K. M. & GETCHELL, N. Desenvolvimento motor ao longo da vida. Porto Alegre: Artmed Editora, 3ª ed. 2004, 344, p. 11.
  • PAYNE, V. G. & ISAACS, L. D. Human motor development: A lifespan approach. Mountain View, CA: Mayfield, 4º ed., 1999.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Atitudes preventivas na prática de exercícios físicos


Será que a atividade física ao ar livre é perigoso para a população? A pergunta ainda não foi respondida sob um consenso. Ao mesmo tempo que se prega a máxima atenção ao isolamento social, também se fala muito em benefícios sobre atividade física, incluindo atividades como a corrida e a caminhada.

Bom, vamos aos fatos. O isolamento é fundamental e isso ninguém questiona, para a redução do contagio do Coronavírus. Mas o contágio como é feito? Segundo especialistas infectologistas, o contágio se dá por algumas “portas de entrada”, como olhos, boca, nariz, lembrando que o vírus fica na superfície de materiais por horas ou dias, dependendo do material. Se assim for, o contágio basicamente se dá por contato da mão com um objeto contaminado e essa mesma mão colocada na boca, nariz, ou olhos. Ou ainda pela proximidade com pessoas contagiadas, assim o ar expelido pelo contaminado pode ser inspirado pelo próxima pessoa contagiada. Por isso a máxima atenção em algumas recomendações para evitar o contágio, entre elas lavar as mãos com frequência, trocar as roupas quando chegar em casa, evitar ao máximo aglomerações; e esse é o principal problema, ou seja, se todo mundo pensar assim, as aglomerações serão inevitáveis.

Então chegamos a algumas conclusões. Para quem quiser dar uma corridinha na rua, fique atento as recomendações, ou seja, vá sozinho, não toque em nada nem para alongar, não coloque a mão no olho, ou na boca, ou no nariz, antes de lava-las, e a melhor de todas, se tiver condições, corra em casa. Lembre-se que você pode, mesmo fazendo estas medidas preventivas, se contaminar e não ter sintomas, mas contaminar pessoas que estão próximas de você.

Isto não é um incentivo para saírem correndo, apenas alertar que a melhor prevenção ainda é o isolamento social. Outras atividades realizadas em casa podem ter os mesmos resultados da corrida, entre eles bike ergométrica, pular corda, exercícios combinados, entre outros. E sempre ouçam a ciência.


Paulo Vicente - Personal Trainer
www.personalpaulo.webnode.com

domingo, 23 de fevereiro de 2020

MINISTÉRIO DO TRABALHO INCLUI PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ÁREA DA SAÚDE


Desde 17 de fevereiro de 2020, a atuação dos profissionais da Educação na área da saúde está incluída na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho e Emprego, sob o Código 2241-40, o que representa mais uma vitória de anos de luta do Sistema CONFEFs/CREFs e também demonstra um importante reconhecimento para a categoria. O Ministério da Saúde justifica a inclusão da atividade física no Sistema Único de Saúde (SUS) como fator primordial para melhorar a qualidade de vida e a saúde da população.
Agora, os profissionais de Educação Física passam a integrar o quadro de profissionais da Saúde.

A CBO define as seguintes atividades que os profissionais de Educação Física poderão executar no SUS:
- Coordenar, desenvolver e orientar atividades físicas e práticas corporais para crianças, jovens e adultos, atividades físicas e práticas corporais.
- Ensinar técnicas desportivas; realizam treinamentos especializados com atletas de diferentes esportes; instruem-lhes acerca dos princípios e regras inerentes a cada um deles.
- Avaliar e supervisionar o preparo físico dos atletas.
- Acompanhar e supervisionar as práticas desportivas.
- Estruturar e realizar ações de promoção da saúde mediante práticas corporais, atividades físicas e de lazer na prevenção primária, secundária e terciária no SUS e no setor privado.
Sem sombra de dúvidas é uma vitória, pois agora este reconhecimento não é mais provisório, e sim definitivo, uma longa espera de mais de dois anos.

Paulo Vicente - Personal Trainer

domingo, 2 de fevereiro de 2020

O Recuo dos Plásticos Descartáveis no Comércio em Curitiba


Olá pessoal, a consciência com relação ao grande acúmulo de plásticos descartáveis no lixo deve ser tratada agora como lei municipal, pelo menos aqui em Curitiba, pois desde maio já está em vigor a Lei Nº 15434 DE 21/05/2019 que “Desincentiva o uso de canudos plásticos”. 
Exemplo que deve ser seguido por cada vez mais cidades no Brasil e no Mundo. Sabemos que a atitude de cada um é fundamental para que esta lei tenha seus efeitos reais. Mas além de uma conscientização com relação ao descarte de lixo plástico, o que está em questão é a enorme quantidade de plásticos que são jogados no lixo. A própria reciclagem é, percentualmente falando, pequena para a demanda.

Assim a fabricação de produtos plásticos descartáveis deve ser substituída, paulatinamente, por produtos com um poder biodegradável maior.

A qualidade de vida agradece, mas lembrando que a conscientização é sempre a melhor alternativa. Abaixo segue a Lei na sua íntegra:

A Câmara Municipal de Curitiba, Capital do Estado do Paraná, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei:
Art. 1º Fica criada a política pública de incentivo ao desuso de canudos e copos plásticos descartáveis no Município de Curitiba.
Art. 2º Para efeitos desta Lei, os restaurantes, lanchonetes, bares, comércios ambulantes, "food trucks", quiosques, hotéis, motéis e similares serão incentivados para o desuso e/ou a substituição dos canudos e copos plásticos descartáveis por outros, de material biodegradável, ou reutilizáveis, atendidos os critérios da legislação e regramentos pertinentes.
Art. 3º São objetivos desta Lei:
I - reconhecer e valorizar o desuso dos canudos e copos plásticos descartáveis destinados à ingestão de alimentos líquidos no Município de Curitiba;
II - estimular o desuso e/ou substituição dos canudos e copos plásticos descartáveis por material biodegradável, em conformidade com as boas práticas socioambientais e sanitárias;
III - incentivar a consciência coletiva acerca da degradação do meio ambiente causada pela utilização e descarte incorreto de canudos e copos plásticos;
IV - fomentar a utilização de novos produtos ambientalmente corretos, bem como a pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos voltados à preservação do meio ambiente;
V - fomentar o fornecimento de canudos e copos reutilizáveis, dentro dos critérios e parâmetros da legislação e regramentos pertinentes.
Art. 4º Fica instituído o selo Consciência Coletiva, adotando como critérios mínimos os seguintes:
I - o respeito ao meio ambiente e às políticas públicas voltadas ao meio ambiente no Municipio de Curitiba;
II - o não fornecimento de canudos e copos plástico descartáveis;
III - a substituição dos canudos e copos plásticos descartáveis por outros, biodegradáveis ou reutilizáveis, desde que atendam os critérios e parâmetros da legislação e regramentos pertinentes;
IV - a adoção de práticas sustentáveis e não agressoras ao meio ambiente.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO 29 DE MARÇO, 21 de maio de 2019.
Rafael Valdomiro Greca de Macedo
Prefeito Municipal

Paulo Vicente - Personal Trainer


domingo, 26 de janeiro de 2020

BNCC DE EDUCAÇÃO FÍSICA: CONFIRA AS SEIS UNIDADES TEMÁTICAS


Base Nacional Comum Curricular aprofunda a ideia das práticas corporais como caminhos de expressão dos alunos e define seis unidades temáticas como objeto de conhecimento do Ensino Fundamental

Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental, a grande mudança da Educação Física é a entrada do componente na área de Linguagem e tratado no âmbito da cultura. Assim, além dos próprios movimentos a serem trabalhados em uma determinada prática, as expressões culturais também passam a ser objeto de conhecimento da Educação Física. Ao estudar o balé, por exemplo, os alunos podem vivenciar a dança mas, também, problematizar a questão de gênero que envolve a prática, desconstruindo visões preconceituosas. Também é possível usar o tema danças, nessa perspectiva, para falar de diversidade. A BNCC categoriza as práticas corporais em seis unidades temáticas que aparecem ao longo de todo Ensino Fundamental. Segundo a Base, é fundamental que os alunos tenham contato com o maior número possível de práticas e que todos estejam preparados para acolher a diversidade que representam. A partir dessas experiências, os alunos podem ressignificar a própria cultura. Outro aspecto importante é que os estudantes pensem sobre os valores inerentes às práticas e que possam desenvolver habilidades sócio-emocionais ao vivenciá-las.

Objetivos:
Brincadeiras e Jogos: reúne as atividades organizadas pelas crianças, que acontecem muitas vezes de forma voluntária, com regras específicas e um contrato coletivo – em que todos assumem a responsabilidade de seguir o que foi acordado previamente. Os modos de brincar e jogar, no entanto, podem mudar em razão dos deslocamentos ocorridos no tempo e no espaço. Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 7º
Esportes: está relacionada às práticas corporais mais institucionalizadas, caracterizadas pela presença de regras formais e pelas comparações de desempenho entre indivíduos ou grupos que competem entre si. Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 9º
Ginásticas: engloba as práticas de ginástica geral, de condicionamento físico e de conscientização corporal. As primeiras têm como elemento organizador a exploração das possibilidades acrobáticas e expressivas do corpo. No segundo grupo aparecem os exercícios corporais orientados à melhoria do rendimento, à aquisição e à manutenção da condição física ou à modificação da composição corporal. No terceiro, as práticas que empregam movimentos suaves e lentos, tal como a recorrência a posturas ou à conscientização de exercícios respiratórios, voltados para o conhecimento do próprio corpo. Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 9º
Danças: trata das práticas corporais caracterizadas por movimentos rítmicos, com passos ou evoluções específicas, podendo ou não incluir coreografias. Têm um forte componente histórico, que permite identificar movimentos e ritmos musicais peculiares a cada uma delas. Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 9º
Lutas: foca as disputas corporais, com emprego de técnicas e estratégias específicas para imobilizar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, por meio de ações de ataque e defesa. Anos do Ensino Fundamental: do 3º ao 9º
Práticas Corporais de Aventura: trata das formas de experimentação corporal em ambientes desafiadores para o praticante, seja na natureza, seja em espaços urbanos. Algumas dessas práticas costumam receber outras denominações, como esportes de risco, esportes alternativos e esportes extremos. Anos do Ensino Fundamental: do 6º ao 9º
fonte: novaescola - Rita Trevisan

Paulo Vicente - Personal Trainer



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

DREAM GYM - O que é, e como participar


Olá pessoal, estarei dia 28 de março em São Paulo, participando do Dream Gym.
Mas o que é o Dream Gym ?? Veja o que diz o site oficial www.dreamgym.com.br


Proposta:
E se te disséssemos que por um único dia, em uma única academia, nós teríamos uma equipe toda formada por Personal Trainers do país inteiro, que já foram eleitos os melhores profissionais da área, para você escolher e treinar com qualquer um deles? E mais ainda, se para treinar com qualquer um deles, o valor de uma aula exclusiva, individual, só sua, fosse um quarto do que eles cobram normalmente, e que ainda esse dinheiro irá ajudar uma causa extremamente importante e urgente?

A Causa:
Mais de meio bilhão de animais já morreram e centenas de hectares de flora destruídos para sempre. No mais seco verão da história documentada do país, o cenário é desolador, comparável a pós-guerras das mais violentas que já existiram. Algumas espécies já sumiram definitivamente do planeta e outras tantas estão na iminência do mesmo fim, e isto contando que é apenas o início do verão no país. O país precisa de auxílio e nós aqui do outro lado do mundo, podemos ajudar.

A Ação:
A WeShare, que é o nome que damos à nossa área de ação social, num esforço conjunto da WTTC, do Top Of The Rock e do Top Trainer Awards, reuniu os 45 treinadores do Brasil inteiro que já foram eleitos Top Trainers, que com muita boa vontade, se colocaram à disposição para vir à São Paulo, e no sábado dia 28 de março de 2020, contribuirão oferecendo seu trabalho de padrão internacional, por um valor simbólico, para você ter uma sessão exclusiva de treino com eles, sendo que o valor arrecadado irá auxiliar no combate ao incêndio na Austrália, na recuperação de animais atingidos e que precisam de cuidados, e na reestruturação ambiental, para que parte do planeta, não seja apenas história ou imagem, as quais nossos filhos, netos e bisnetos nunca terão oportunidade de conhecer.

Como Participar:
Você compra sua sessão pelo formulário do site ( www.dreamgym.com.br )por um valor simbólico que irá contribuir com a causa da Austrália, e poderá agendar uma sessão com qualquer um dos Top Trainers, no sábado dia 28 de março de 2020, na academia Koatch. As sessões têm duração de uma hora e você também pode comprar sessões para presentear outras pessoas. Os horários são limitados e só serão vendidos cupons na quantidade exata de horários disponíveis, ou seja, nem mais nem menos.
Então localiza minha foto entre os Tops Trainers e inscreva-se, vamos fazer nossa parte juntos !!! Abraço e aguardo você em São Paulo !!!

Paulo Vicente – Personal Trainer

domingo, 20 de outubro de 2019

20 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose - Saiba como Prevenir


O que é a osteoporose?
Pensamos nos ossos como estruturas rígidas e firmes que mal se alteram. Na verdade, num corpo saudável existe um equilíbrio constante entre a formação e a degradação de substância óssea. Contudo, se se degradar mais osso do que aquele que se forma, dá-se uma perda de substância óssea. Aqui começa a osteoporose. Os ossos perdem rigidez e tornam-se mais quebradiços. As regiões mais afetadas são os antebraços e as coxas, para além da coluna vertebral. Vértebras lesionadas partem e ocorrem deformações permanentes, como a típica corcunda, uma forma de cifose que se atribui exclusivamente à osteoporose. Os sinais de alarme de perda anormal de osso são dores fortes na zona da coluna ou do esterno. São indicadoras de que uma ou mais vértebras estão partidas.
Calcula-se que mais de oito milhões de pessoas sofram de osteoporose, das quais cerca de 80 % são mulheres. A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu a osteoporose na lista das dez doenças mais significativas do mundo. Para isso, foram determinantes as consequências da doença nos pacientes, bem como os custos com o tratamento.
Causas – Por que razão os ossos se tornam quebradiços?
  • Osteoporose primária: Em cerca de 95 % dos casos de osteoporose, trata-se de osteoporose primária. Na osteoporose tipo I, são sobretudo afetadas mulheres após a menopausa. A primeira fratura óssea ocorre, normalmente, oito a dez anos depois da última menstruação. São especialmente afetadas as vértebras da coluna vertebral lombar. Na osteoporose tipo II, a primeira fratura óssea ocorre após os 70 anos. Afeta sobretudo mulheres (dois terços). Além da coluna vertebral, são afetados também os ossos longos da coxa e do braço. Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma osteoporose primária são predisposição familiar, estado hormonal (momento mais tardio da primeira e momento mais precoce da última menstruação) e determinados hábitos (pouco exercício, tempo prolongado no leito, alimentação pobre em cálcio ou rica em fosfatos como fastfood, refrigerantes, salsichas; hábitos nocivos como álcool, café e cigarros, peso reduzido).
  • Osteoporose secundária: A osteoporose secundária surge na sequência de determinadas doenças ou como efeito secundário indesejado de alguns medicamentos. Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma osteoporose secundária são medicamentos anti-inflamatórios para o tratamento de asma e reumatismo (cortisona), excesso de hormonas da tiroide, transtornos crónicos na absorção de alimentos, por exemplo, por doença no pâncreas, intestinos, fígado e rins, bem como distúrbios hormonais como hipertiroidismo, diabetes mellitus e tumores.
Indícios e sintomas
Existem sinais que ajudam a fazer um diagnóstico precoce. Estes incluem perda de peso à medida que a idade avança. Às vezes, os ossos podem até mesmo partir sem nenhuma causa identificável. Isso pode ser difícil de imaginar de início, mas alguns pacientes sofrem fraturas de costelas simplesmente quando tossem. Ou até quedas menores resultam em fraturas do quadril ou do pulso.
Outro indicador da osteoporose é a chamada "corcunda de viúva" (costas arredondadas). Quando começam as dores contínuas na coluna lombar e na coluna dorsal, estas podem ser indício de osteoporose. Por isso, é aconselhável consultar um médico num estágio inicial para esclarecer a situação.
Prevenção da osteoporose
Para que a degradação da massa óssea não aumente, também os jovens devem tomar medidas preventivas.
Através de uma alimentação adequada e da absorção suficiente de cálcio, bem como do exercício - se possível, ao ar livre -, pode prevenir-se o aparecimento da osteoporose.
Uma musculatura forte das costas é importante para uma postura correta do corpo, melhorando a mobilidade e a manutenção do equilíbrio. Assim se evitam quedas e fraturas vertebrais.
Também os ossos são reforçados com a prática de desporto. Cientistas da universidade de Cambridge determinaram, no âmbito de um estudo, que são sobretudo adequadas as modalidades de alto impacto. Estas modalidades desportivas exercem forças elevadas sobre os ossos. O esforço devido a pancadas parece ser benéfico para a rigidez e densidade óssea. Apesar de modalidades como a natação ou caminhada terem um efeito favorável sobre o sistema cardiovascular e a redução de peso, para a saúde dos ossos é o grau de esforço que é determinante.
Restrições:
Para pacientes que já sofrem de osteoporose, ou em pacientes mais idosos com menos massa óssea, as modalidades de alto impacto não são adequadas. Neste caso, existe um risco elevado de fratura óssea devido ao forte esforço ou a quedas.
O trabalho muscular ajuda o reforço ósseo
O exercício é um componente importante do tratamento da osteoporose. Mesmo no caso de uma fratura vertebral já existente, a fisioterapia e os tratamentos físicos direcionados, desenvolvidos com o fisioterapeuta e o médico, ajudam a reforçar a musculatura e a reconquistar a mobilidade. Os medicamentos e uma ortótese para a coluna aliviam as dores.
Também após curar uma fratura, a terapia com exercícios deve ser continuada. Sobretudo, deve treinar-se a resistência da musculatura das costas. Além dos exercícios, existem algumas modalidades desportivas que são adequadas: entre elas a musculação tem sido muito indicada, com resultados satisfatórios no auxílio ao aumento da densidade óssea.
fonte: Osteoporose

Paulo Vicente - Personal Trainer


sábado, 14 de setembro de 2019

TOP TRAINER WTTC - SUL BRASIL 2019


Olá pessoal, quando escolhemos uma profissão, geralmente deveria ser algo que realmente gostamos de fazer, algo que está presente em nosso cotidiano, nossa realidade, e principalmente em nossa realização. Quando escolhi a Educação Física, sabia que teria muitos, mas muitos obstáculos pela frente, mas também sabia que seria uma profissão que iria preencher todos os requisitos que acabei de citar. 
Então procuro sempre, mas sempre mesmo, trabalhar da melhor maneira possível, admito que nem sempre é possível, mas a dedicação à profissão sempre existiu e sempre existirá !!
Creio que está dedicação tenha sido reconhecida, pois fui consagrado recentemente, mais precisamente dia 03 de setembro, como o melhor Personal Trainer do Sul do Brasil pela WTTC, a maior escola de formação de Personal Trainers do mundo, representada atualmente no Brasil por Cristiano Parente, eleito o melhor Personal Trainer do mundo em 2014. A metodologia da World Top Trainer Certification (WTTC) visa principalmente a atuação global do Personal Trainer, se existe um aprimoramento profissional contínuo, se existe um gerenciamento da carreira profissional, e se principalmente existe uma atuação na sociedade.
Uma motivação mais do que extra para continuar realizando o melhor que se pode dar em uma atuação profissional, com a visão não apenas de preparar um treino para alunos, e sim com o objetivo de mudar e transformar a sociedade em um lugar melhor para todos, através do exercício físico.
Muito feliz com o título recebido e agora, aguardando a fase final com os 15 melhores do Brasil em novembro deste ano. Abraços a todos !!!

Paulo Vicente - Personal Trainer