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domingo, 30 de novembro de 2014

Musculação cresce em praticantes no Brasil

Pesquisa mostra que população brasileira está praticando mais exercícios. Enquanto cresce o número de adeptos da musculação, futebol perde força. As academias nunca estiveram tão lotadas — e não é apenas porque o verão se aproxima. 
O Ministério da Saúde constatou que a musculação foi a atividade física que mais cresceu entre homens e mulheres no país nos últimos anos. E a tendência não é sazonal, nem se restringe ao puxar de halteres: atualmente, 33,8% da população pratica atividade física regularmente — um aumento de 12,6% quando comparado a 2009 —, refletindo a vontade cada vez maior do brasileiro de se exercitar e ter uma vida mais saudável. 
Além disso, a musculação vem ganhando espaço, a ponto de se aproximar da paixão nacional. É o que apontam os dados mais recentes do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta sexta pelo governo federal. Jogar bola ainda é a prática preferida do público masculino, mas perdeu muitos adeptos: o índice caiu quase 10% desde 2006. 
Quem há alguns anos marcava presença nas quadras ou campos, hoje prefere se dividir entre as esteiras e os aparelhos de ginástica.
— Eu jogava vôlei com frequência dos 15 aos 21 anos, mas exercício mesmo hoje eu faço na academia — afirma Guilherme Godoy, 26 anos. A camiseta do Interque antes o identificava como um dos jogadores no time de amigos agora é uniforme de academia — ilustrando bem como o futebol, para ele, passou a ser mais atividade de lazer que física.
E Guilherme não está sozinho: depois de ouvir 53 mil pessoas nas 26 capitais e no Distrito Federal, o Ministério da Saúde constatou essa mudança de hábitos. Considerando os dois gêneros, o percentual de entrevistados que disseram praticar musculação cresceu 50% entre 2006 e 2013, enquanto o índice dos que jogam bola caiu 28%.

Comodidade está entre motivos que mais atraem

Não é só por questões estéticas que a procura pela musculação tem aumentado. A comodidade de ter uma academia perto de casa ou do trabalho e a possibilidade de se programar para fazer os exercícios a qualquer momento do dia — e até da noite — contribuem para essa atividade ser agora a segunda mais praticada pelos brasileiros, atrás apenas da caminhada. 
— Antigamente quem vinha na academia procurava a hipertrofia (aumento dos músculos), e agora o mais comum é encontrarmos pessoas preocupadas com a saúde.
A disponibilidade de horários, a proximidade, o apoio profissional acessível e o convívio social estão entre os principais motivadores desse aumento. Foi atrás de benefícios como esses que pessoas resolvem aderir à academia.
— É algo que tu te programas para fazer, e pode vir a praticamente qualquer hora. Não se encontra essa facilidade em qualquer esporte.

Paulo Vicente - Personal Trainer

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dores nos ombros durante a corrida - Saiba como evitá-las


O mais importante para o corredor é se preocupar em treinar a principal parte do seu corpo envolvida com o esporte, ou seja, as pernas. Mas não dá para esquecer por completo do restante.
A corrida pode causar um impacto em torno de três vezes o peso corporal e esse impacto pode ser amenizado, dependendo da passada e de um equilíbrio entre as forças geradas nos pés, pernas e quadril. Entretanto, a parte superior do corpo é tão importante quanto a inferior nessa questão do equilíbrio.
Numa visão crítica, basta qualquer um de nós ficarmos na linha de chegada de um prova de média e/ou longa distância para observar quantos corredores chegam com a parte superior do corpo toda desarrumada. Uns com a cabeça pendendo para o lado, um ombro caído e não menos raro curvado para frente (corcunda). Todos esses desequilíbrios vão a cada quilômetro desgastando o corredor e contribuindo para a antecipação do cansaço e as dores generalizadas. Mas também vemos corredores com boa postura o tempo todo . 

A cabeça, pescoço, ombros e braços formam um conjunto importantíssimo, que deve estar não apenas fortalecido como flexível e livre de tensões físicas e se possível emocionais. O balanço dos braços tem tudo a ver com a passada e o equilíbrio, interferindo diretamente na harmonia do conjunto.
Muitos corredores reclamam de dor no ombro, meio das costas e/ou coluna cervical durante a corrida. O osso do braço, chamado de úmero, se encaixa perfeitamente numa cavidade da escápula, na parte superior das costas, enquanto na frente tem a clavícula. Esse conjunto de escápula, úmero, clavícula, coluna vertebral e costelas, é protegido superficialmente pelos grupos musculares do grande dorsal, peitoral, deltóide e internamente o grupo muscular chamado de manguito rotador, cuja função principal é fazer o úmero rodar perfeitamente dentro da cavidade na escápula, estabilizando o ombro, sem atrito das partes ósseas, que geram as dores na corrida. Qualquer tensão na chamada cintura escapular compromete a flexibilidade desse conjunto, influenciando diretamente no desempenho.

Não menos importante é o abdome e os músculos que protegem a coluna lombar. Essa região central do corpo é responsável pela transferência de força para as pernas e deve estar sincronizada com o conjunto de cima. Também geralmente esquecidos pelos treinamentos convencionais são os músculos do assoalho pélvico situados na parte inferior da bacia, formando uma espécie de funil no meio das pernas. Dores com origem nessa região costumam ser confundidas como sendo na virilha.
A musculação como base dos treinamentos é de suma importância para os corredores, sempre busque informações e dicas de treino corretas com um profissional habilitado.

Paulo Vicente - Personal Trainer