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domingo, 8 de outubro de 2017

Governo Temer corta 87% da verba para o Esporte em 2018

           Se o ano pós-olímpico, como era de se esperar, tem sido difícil financeiramente para o esporte brasileiro, o cenário para 2018 é aterrador. A Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem, enviada pelo governo federal à Câmara dos Deputados, prevê uma redução de incríveis 87% em relação aos valores destinados ao Ministério do Esporte em 2017. Ao todo, a cifra caiu de R$ 1,245 bilhão para R$ 220 milhões.
Se o texto não sofrer alteração no Congresso, a redução ameaça programas como o Bolsa Atleta, que terá 50% menos verba do que neste ano. O regulamento da ação terá que ser revisto, com redução de prêmios ou restrição de acesso para parte dos beneficiados.
       De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o valor destinado à “preparação de atletas e capacitação de recursos humanos para esporte de alto rendimento” cai de R$ 56,6 milhões para R$ 7,2 milhões (foram 134 milhões em 2016). A “preparação de seleções principais para representação do Brasil” despenca de R$ 40 milhões para R$ 4,8 milhões. A “implantação de infraestrutura esportiva de alto rendimento” terá, no lugar dos R$ 60 milhões de 2017, apenas R$ 13 milhões.
Para obras em equipamentos esportivos públicos de lazer, o corte foi ainda mais expressivo: de R$ 462 milhões para R$ 7 milhões. O item “implantação dos centros de iniciação ao esporte”, que consumiu R$ 200 milhões em 2017, foi simplesmente suprimido. Um novo tópico, porém, foi incluído. A “gestão e manutenção do legado olímpico e paralímpico sob responsabilidade da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO)" receberá R$ 56 milhões.
        O Ministério do Esporte se manifestou apenas por meio de nota, afirmando que a pasta “tem trabalhado junto ao Congresso para elevar o orçamento”. Realmente é triste ver que o dinheiro é sempre destinado pura e exclusivamente para a manutenção do poder, e não direcionado para outras áreas de relevância, como saúde, educação e esporte !!!
fonte adaptada: Correio do Povo

Paulo Vicente - Personal Trainer


terça-feira, 14 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS DE LONDRES - OPINIÃO

Grandes amigos, nossa participação olímpica não superou as expectativas.  Três ouros, cinco pratas e nove bronzes.  Ficou claro que não houve um planejamento para que pudéssemos sair do “quase”. Quando digo sair do “quase”, quero dizer que “quase” ganhamos o ouro no vôlei de areia masculino, “quase” ganhamos o ouro no futebol, “quase” nos classificamos no tae kwon do, “quase” ganhamos da Argentina no basquete, e o maior “quase” de todos : “quase” fomos ouro no vôlei masculino. Mas tivemos méritos como a medalha de ouro no vôlei feminino depois de “quase” serem eliminadas na primeira fase, tiveram uma reação espetacular e superaram as favoritas americanas. Também surpresas extremamente agradáveis com o judô feminino, o boxe, o pentatlo, e as argolas. Não desmerecendo outras medalhas conquistadas, mas estas foram de muita garra, de muita raça e de muita superação. Falta de condições de treino, falta de estrutura, falta de apoio, mas um sonho maior que qualquer obstáculo !!!  Atletas antes desconhecidos agora terão que conviver com a pressão da mídia, que foi um dos fatores que derrotou outros atletas que contávamos como medalhistas: Guilheiro, Tiago Camilo, Maureen Maggi, Fabiana Murer, Poliana Okimoto. Todos realizaram o melhor de si, não tenho dúvidas, mas as expectativas criadas em torno deles sufocaram o brilho de cada um. Não desmerecendo todos os outros atletas de outros países que também treinaram, se superaram e obtiveram resultados melhores que os nossos atletas. Porém com um fator a favor, uma construção olímpica, preparados desde a escola e com um apoio do governo durante vários ciclos olímpicos. E é este ponto que falta para nosso país, uma preparação desde a infância, na escola, apoiando e capacitando professores para que estes sejam os primeiros técnicos dos futuros campeões. Mas ainda somos uma potência em vôlei e futebol (como?!). Somos medalha de prata no futebol, tudo bem não ganhamos o ouro e nossa cultura não permite valorizar a prata, mas não podemos negar que subimos ao segundo degrau mais alto do pódio. E o vôlei masculino também, perdeu para uma seleção de alto nível, ou seja para ela mesma. Agora é aguardar 2016, a responsabilidade é grande e a dedicação também deve ser. Abraços.

Paulo Vicente - Personal Trainer