A obesidade é um dos maiores problemas de saúde atualmente e para o
futuro. E o alerta é que crianças obesas poderão vir a serem
adultos obesos, com maior probabilidade de desenvolver diabetes,
doença cardíaca, altas taxas de câncer e outros problemas de
saúde. Segundo dados da Organização, mais de 42 milhões de
crianças menores de 5 anos estão acima do peso no mundo, das quais
35 milhões estão em países em desenvolvimento e 92 milhões de
crianças com risco para sobrepeso e obesidade. No Brasil, dados da
Pesquisa de Orçamentos Familiares realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um aumento da
obesidade de mais de 300% entre meninos, indo de 4,1% em 1989 para
16,6% . Entre as meninas esta variação foi ainda maior: 2,4% em
1989 para 11,8% . Estudos populacionais mostram que a criança obesa
tem de 50% a 80% de chance de se tornar um adulto jovem obeso
comparado ao risco menor de 10% em crianças com peso adequado.

A educação é considerada pelos especialistas como fator
preponderante no combate à obesidade infantil, inter-relacionada às
famílias e seus hábitos de vida. Para o diretor do departamento de
Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
(Sbem) e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da
Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Mario C. Karra, sem a
conscientização e a participação das famílias, a mudança de
cenário será inviável. “A intervenção dos pais para eliminar
os maus hábitos alimentares e para modificar os hábitos sedentários
das crianças é comprovadamente eficaz”, afirma.
A criança como agente de mudança da família, trabalhando a
conscientização, a educação, a informação, e orientação sobre
alimentação, atividade física, boas escolhas. A campanha trabalha
quatro princípios básicos para manter a saúde e o peso saudável:
comer bem, movimentar-se, beber água e dormir bem. No Brasil, os números atuais mostram que a obesidade já é um
problema de saúde pública. “O excesso de peso acomete 40% da
população brasileira, aumentando o risco de doenças como pressão
alta, diabetes, colesterol alterado entre outras”. A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da
importância da atividade física e da alimentação adequada. O
estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e
frutas, além do excesso de alimentos com fritura e açúcar se
refletem no aumento de pessoas obesas, em todas as faixas etárias.
Hoje, o índice de crianças brasileiras com sobrepeso já chega a
15%.
Obesidade
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura
corporal. Dentre os fatores que causam a obesidade estão os
nutricionais, fisiológicos, genéticos, psiquiátricos e
psicológicos, comportamentais e ambientais. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente
é o do Índice de Massa Corporal (IMC). Consideram-se obesas as
pessoas com IMC superior a 30. Já as que têm IMC entre 25 e 29,9
são e portadoras de sobrepeso.
O Tratamento:
Os avanços ocorridos nos conhecimentos sobre a obesidade, não foram
acompanhados de grandes progressos no que se refere ao seu
tratamento. Muitas estratégias de emagrecimento têm sido tentadas,
mas, via de regra, perder peso e mantê-lo são extremamente difíceis
na maioria dos casos. A perda de peso sempre estará na dependência
de um balanço energético negativo, conseqüentemente à menor ingestão
alimentar em relação ao gasto calórico. Classicamente esta
situação é alcançada com o binômio redução da ingestão
alimentar e aumento da atividade física. Além disso a
obesidade é uma doença multifatorial e o controle dos fatores
ambientais se faz necessário para combatê-la.
No tratamento da obesidade deve-se objetivar, não só a perda de
peso, mas também a correção dos fatores de risco cardiovascular,
dependentes da resistência à insulina. A ideia de se reduzir o peso
corporal de indivíduos obesos para valores consideráveis normais,
através de dietas com conteúdo calórico muito baixo, vem sendo
substituída por condutas que levam a um objetivo menos ambicioso e
mais realista, pela impossibilidade de se conseguir, a longo prazo,
atingir e manter o peso ideal na maioria dos casos.
Fonte: http://www.endocrino.org.br
Paulo Vicente - Personal Trainer - www.personalpaulo.webnode.com