Visite Site Oficial

Visite Site Oficial
BLOG WITH TRANSLATOR
Mostrando postagens com marcador epicondilite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador epicondilite. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de junho de 2014

Dor no antebraço, o que fazer se ela aparecer.

 Mais uma da série dores pelo corpo. Agora outra dorzinha que sempre incomoda quem treina mais pesado, a dor no ante-braço. A rosca direta é um dos exercícios mais tradicionais e mais utilizados para ganho de força e massa muscular principalmente no treino de bíceps, uma vez que, esse músculo se torna agonista (ou seja, é ele o agente principal na execução do movimento) nesta ação, e também é ele o responsável pela flexão de ombro e cotovelo e a rotação superior do antebraço. Este exercício pode ser feito em barra reta ou em W e possibilita o uso de diferentes cargas de acordo com o tipo físico da pessoa que está treinando. A barra reta afeta um pouco mais a articulação do cotovelo, mas atinge o bíceps em sua totalidade. No entanto, a barra W modifica a angulação articular, reduzindo minimamente a tensão do tendão, mas aumentando também a tensão e angulação do punho, e diminuindo o alcance muscular ou até mesmo focando em uma parte específica do músculo, sendo assim, as duas formas tem seus benefícios e descompensações. O recrutamento muscular excessivo e alguns erros na execução deste exercício podem implicar em diversas lesões, entre elas, a epicondilite.
Como vimos no post anterior sobre dor no cotovelo, a epicondilite é uma inflamação geralmente acompanhada com micro rupturas dos tendões inseridos nos epicôndilos (partes específicas do osso) do cotovelo, ela ocorre geralmente por esforços repetitivos e por excesso de uso articular, com sobrecarga dos tendões, que é o que ocorre, muitas vezes, na rosca direta. Causa dor local, sensibilidade, muitas vezes edema e vermelhidão. A dor da epicondilite pode irradiar para cima ou para baixo, dependendo do grau da inflamação e ela pode aparecer em movimentos da mão e do punho, como por exemplo, abrir um pote ou carregar sacolas. A dor se inicia leve, mas com a continuidade do esforço, ela vai piorando e se torna sim incapacitante.

Tratamento da epicondilite:
O tratamento é gradual, uma vez que o tendão, por ter pouca vascularização (sem aporte sanguíneo, é de difícil nutrição, o que impede os reagentes de chegarem até o local e dissiparem a inflamação, não facilitando sua rápida regeneração), traz resultados mais lentos. É imprescindível um período de repouso, com tratamento medicamentoso e fisioterapêutico, podendo até chegar à imobilização do membro ou processo cirúrgico.
Dicas para treinar e evitar a epicondilite:
Cargas: Devemos tomar muito cuidado com a carga na hora do treino. Ela deve ser aumentada lenta e gradualmente para não sobrecarregar a articulação.
Cotovelos: Eles devem se manter imóveis durante todo o exercício. Ao movimentá-los o exercício não irá trazer os efeitos desejados, pois sua ação muscular é diminuída, e ainda contribuirá para o início das micro-lesões tendinosas.
Postura: Sim, a postura também pode prevenir a epicondilite. Aliás, não adianta treinar bíceps, se os músculos estabilizadores da coluna não estão fortes o suficiente para sustentar seu corpo em exercícios mais pesados como este. A coluna deve estar ereta e é importante não compensar a força curvando-a. A postura correta vai possibilitar a melhor estabilização e manutenção do cotovelo durante o movimento, facilitando também a mecânica do exercício.

Intensidade do movimento: Também é um fator essencial, tanto para a melhor efetividade muscular do exercício quanto para prevenir possíveis lesões. Quanto mais lento for, maior o período de tempo de ativação e solicitação muscular, ou seja, resultados mais rápidos. Isso também permite a maior estabilidade do cotovelo.

Paulo Vicente - Personal Trainer

Dor no cotovelo ao treinar tríceps testa

 Alguns alunos me questionam sobre dores no cotovelo quando realizam o tríceps testa. Este exercício é o mais eficiente para o tríceps, porém também é o que exige maior esforço dos tendões. Quando o treino é de hipertrofia, como muita carga, o exercício pode causar lesão se não feito com aquecimento prévio.
A lesão é a conhecida epicondilite.
O que é epicondilite?
A epicondilite é uma inflamação na região do epicôndilo do cotovelo. A epicondilite mais freqüente é a epicondilite lateral porém ela também pode ocorrer na face interna do cotovelo. A epicondilite da face interna do cotovelo é conhecida como epicondilite medial do cotovelo.
A epicondilite é conhecida com outros nomes?
Sim, muitas vezes chamamos a epicondilite lateral de cotovelo de tenista (Tênis Elbow) porém ela pode ocorrer em qualquer pessoa que use muito as mãos e a musculatura do antebraço
Quais estruturas estão inflamadas na epicondilite?
Ocorre comumente uma tendinose na origem dos músculos no epicôndilo lateral do cotovelo (extensor radial curto da carpo e extensor comum dos dedos).
Quais os sintomas da epicondilite?
Dor face lateral Cotovelo
Piora da dor aos esforços
Limitação dos movimentos de preensão na mão
Dificuldade para segurar objetos.
Especificamente no cotovelo, o que mais incomoda são as regiões externas (laterais) e a região do triceps (na parte de trás do cotovelo). A região interna (medial) também pode ser fonte de sobrecarga, e nesses três locais é onde se inserem tendões que fazem movimentos do antebraço e punho.
A lesão mais frequente nesses casos são as tendinites, que podem ser agudas (e vão embora rapidamente) ou crônicas, que sempre vem e vão, e podem fazer com que um dia você tenha que parar de malhar por um bom tempo.
Os tendões do cotovelo nesta área estão grudados aos ossos do final do úmero, osso principal do braço, e são muito pequenos, e por isso frequentemente podem se inflamar. Por isso, sempre que você sentir essa dor faça o seguinte:

1. Use gelo depois dos treinos, ao redor do cotovelo, por cerca de 15 minutos. Isso alivia a dor.
2. Realize alongamentos depois dos treinos, no ombro, cotovelo e punho.
3. Use pomadas de anti-inflamatórios 2 vezes ao dia, por uma semana, para ver se a dor passa .
4. Diminua a frequencia dos exercícios que causam dor neste período.
5. Se a dor ainda persistir depois de 1 a 2 semanas, mesmo com tudo isso, procure um médico ortopedista para avaliar os tendões. Podem ser necessários exames de imagem para comprovar o estado do tendão e ver se há necessidade de serem realizados outros tratamentos.
Eventualmente, em lesões mais arrastadas, os tendões podem se romper.  

Paulo Vicente - Personal Trainer