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domingo, 19 de abril de 2015

BRASIL ACIMA DO PESO - POPULAÇÃO DE OBESOS CRESCE SEGUNDO PESQUISA

 O índice de obesidade no país ficou estável, mas o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. O resultado faz parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014, divulgada em 15/04 pelo Ministério da Saúde.
Os números mostram que o excesso de peso já atinge 52% da população adulta. Há nove anos, a taxa era 43%, o que representa um aumento de 23% no período. A proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade - taxa que chega a 17,9% - também preocupa o governo, embora esse índice não tenha sofrido alteração nos últimos anos. 
O sobrepeso ocorre quando o Índice de Massa Corpórea (IMC), relação entre peso e altura, vai de 25 até 29,9. A partir de 30 de IMC, a pessoa é considerada obesa.
De acordo com os dados, os homens registram os maiores percentuais - o índice de excesso de peso na população masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre as mulheres. Não há diferença significativa entre os números relativos a obesidade.
Em relação à idade, os jovens respondem pelas melhores taxas, com 38% acima do peso ideal, enquanto pessoas com idade entre 45 e 64 anos ultrapassam os 61%.
A pesquisa demonstra ainda que pessoas com menor taxa de escolaridade (zero a oito anos de estudo) registram o maior índice de sobrepeso: 58,9%. Do grupo que estudou 12 anos ou mais, 45% estão acima do peso. Na obesidade, o índice também é maior entre os que estudaram até oito anos (22,7%) e menor entre os que estudaram 12 anos ou mais (12,3%).
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou que o aumento do sobrepeso não pode ser desconsiderado, mas destacou a tendência de estabilização da proporção de pessoas com obesidade nos últimos três anos. A estratégia da pasta, segundo ele, inclui também passar dos atuais 17% de obesidade na população adulta para os 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além do avanço do excesso de peso, os indicadores apontam para o maior risco de doenças crônicas entre os brasileiros. Do total de entrevistados, 20% disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto. As mulheres registram percentual de 22,2% e os homens, 17,6%. Entre os que têm 55 anos ou mais, o índice ultrapassa 35%.
O estudo entrevistou, por inquérito telefônico, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados e no Distrito Federal entre os meses de fevereiro e dezembro de 2014.

Paulo Vicente - Personal Trainer


domingo, 28 de dezembro de 2014

Obesidade já custa ao Brasil 2,4% do PIB, diz estudo.

          A obesidade custa ao Brasil 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo um estudo internacional conduzido pelo McKinsey Global Institute, que mostra o aumento dos gastos no combate ao problema no mundo. O custo equivale equivaleria a R$ 110 bilhões, considerando o PIB - a soma de todas as riquezas produzidas em um país - brasileiro em 2013 (R$ 4,8 trilhões). No mundo, 2,8% de todas as riquezas são gastos no enfrentamento da obesidade. Isso equivale a cerca de R$ 5,2 trilhões, afirmam os pesquisadores. O custo mundial da obesidade é quase o mesmo de doenças decorrentes do fumo ou perdas em consequência de conflitos armados - e tão relevante quanto o alcoolismo e as mudanças climáticas. No Brasil, a obesidade é o terceiro de uma lista de problemas de saúde pública que mais pesam na economia, atrás de mortes violentas e alcoolismo, mas na frente de tabagismo. De acordo com a McKinsey, 2,1 bilhões de pessoas - cerca de 30 % da população do mundo - estão acima do peso ou obesos. A McKinsey afirma que em 2030, cerca de 50% da população poderá ser classificada como obesa, um percentual que o Brasil já atingiu.         
Levantamento do Ministério da Saúde revela que 51% da população brasileira está acima do peso. O relatório afirma que existe um crescente "pedágio econômico" decorrente da obesidade: os custos financeiros impactam não apenas o setor de saúde pública, mas se distribuem amplamente na economia. Ao provocar doenças, por exemplo, a obesidade diminui os dias úteis e afeta a produção. O estudo afirma que estas medidas são mais eficazes do que impostos sobre alimentos ricos em gordura e açúcar, ou campanhas de saúde pública. Também foram considerados programas de controle de peso e de exercícios no ambiente de trabalho. O relatório pede "uma estratégia de escala" para uma realidade "que está alcançando proporções de crise". Uma pessoa é considerada obesa se tiver excesso de peso combinado a um elevado grau de gordura corporal. 
          A maneira mais comum para avaliar se uma pessoa é obesa é verificar seu índice de massa corporal (IMC), que divide o peso em quilos pela altura em metros ao quadrado. Um IMC acima de 25 significa excesso de peso. Um IMC de 30 a 40 equivale a obesidade. Indivíduos com IMC acima de 40 são considerados muito obesos. Na mão oposta, um IMC menor que 18,5 significa abaixo do peso ideal.

Paulo Vicente - Personal Trainer